Vídeo Promo do turbilhão!

Este é um dos vídeos promos preparado por Jessica Guimarães Andrade feito a partir de várias colagens visuais, de algumas apresentações e artistas que já se apresentaram no turbilhão, dentro dessas oito edições, e que tenta transparecer, de maneira fiel àqueles que ainda não compareceram à nossa casa, o clima de “relaxamento coletivo” que o turbilhão cria! É o nosso centro de experimentação e relaxamento!

Isto é só uma parte. Você ainda não viu nada!

Publicado em cinema | Deixe um comentário

Rock & Ohm no turbilhão!

Marianne Thai e Frederico, do dueto Rock & Ohm, estreiando no turbilhão com Lenine. Show de bola!

Vídeo gravado por Daniel Paes.

Publicado em cinema | Deixe um comentário

Turbilhão mês de abril: Poesias Oníricas!

Com a preocupação que tivemos por causa da chuva, pedimos graças a São Pedro e o evento seguiu sem nenhum pingo de água pluvial, mas com um dilúvio de boas poesias, alucinações, sonhos, de novos e novas poetas, amigos, esquete teatral, textos, contos e muita música boa, com o talentoso e simpático casal da banda Rock & Ohm  e com uma satisfação imensa de conceber o retorno do nosso ente querido que andava sumido, Lucas Soledade, reaparecendo e fazendo o que ele sempre fez de melhor para manter-se vivo e sereno: Poesia, poesia, poesia…

E para vocês conferirem o clima onírico do turbilhão, vejam algumas das fotos tiradas pelo nosso time de olhares biônicos: Daniel Paes, Jessica Guimarães Andrade e Viviane Suriani. Todas as fotos podem ser confiridas no flickr do evento.

http://www.flickr.com/photos/turbilhao/

Mais uma vez agradecemos a todos e até mês que vem!

Vamos nos movimentar!

Publicado em cinema | Deixe um comentário

Turbilhão do mês de Abril!

Na próxima quinta, dia 28/04, às 18:30h , é dia de Turbilhão na Casa rosa! E desta vez os ApunCultores prepararam uma grande morada para a poesia onírica!

Sonhos, alucinações, leituras, performance, música, teatro e dança farão do Turbilhão um lugar repleto de bons delírios!

E para vocês sentirem o gostinho de doce escorrendo pela boca, segue um pedaço do curta que passará na noite do evento com alguns trabalhos de edições ainda em fase de finalização.

O curta, feito por Jessica Guimarães Andrade, chama-se “Cada vez que eu fechar os meus olhos”

Publicado em cinema, Fique de olho, literatura, música, Notícias, teatro e performances | Deixe um comentário

Um passo Piva, o outro Augusto

Poema de Braulio Coelho em homenagem à dois grandes poetas da literatura brasileira: Roberto Piva e Augusto de Guimaraens Cavalcanti.

Publicado em literatura | Deixe um comentário

Torquato Vive!

A semana que já vem. É na semana que vem.

Tô no quarto olhando pro teto. Procurando por Torquato Neto. Eu preciso homenagea-lo na semana da poesia. Como fazer para emanar o lirismo torquatiano sem parecer poeta? Magia?  fazer uma outra semana da arte moderna… Não, não dá, sou contemporâneo. Prefiro ser eterno como o Drummond ou Torquato. Será? O tempo é curto meu rei. Ubu Rei. Bumba meu boi. Iê bumba iê iê boi. O último a berrar é a mulher do Padre Vieira! O silêncio berra mais alto que o sol.

Um anjo muito rouco tentou me dizer alguma coisa. Qualquer coisa. Torquato foi anjo papai?  Será? Será que algum anjo tem medo de altura? Será que todo anjo é mesmo bom? Bom, eu sei que nem todo anjo é barroco e nem todo poeta é louco.

O anjo carrega alguma coisa na boca. Uma pétala. Uma pitada de lirismo na língua. A primavera nos dentes. Aperto de mão . É sempre bem-vinda a glória matinal. Nas asas de aviões do anjo peguei carona para o trópico dos Deuses. Uma vaga nos céus que começa com três letras.

O quarto está escuro. Ainda não acendeu nenhuma luz em minha cabeça. Não tem problema, mesmo assim eu me sinto melhor colorido.

Voando por entre livros e livres pensamentos. Nem todo verso é livre . Não estamos livres de conceitos e rótulos. Títulos constituem o homem, mas está escrito na constituição: todo homem é livre para escrever o que bem entender, mesmo que não entenda nada.

Caminhando contra o tempo, voltamos as aulas: quem descobriu o Brasil ? Os modernistas! Todo colonizado aprende a comer o que o colonizador lhe põe na tigela barroca. Só me interessa o que não é meu! Entre uma música dos Beatles e outra dos mutantes, a fome aperta! God save the bananas! O prato está pronto. Preparem as velas. Jantar à luz de velas. Antes o discurso do rei. O rei da vela. O criador!

“ Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Queremos a revolução caraíba maior que a revolução francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a idade do ouro. E todas as girls. Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos cristo nascer na Bahia ou em Belém do Pará. Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.

O instinto caraíba.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi carnaval. O índio vestido de senador do império.

Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.

A alegria é a prova os nove.

No matriarcado de pindorama.

A nossa independência ainda não foi proclamada. Frase típica de D. João VI: – meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que alguém o faça…”

Estou no caminho certo. Percebo as pegadas e as pegadinhas: – Se você não sabe pra onde vai, todo caminho pode ser o caminho certo. Teria dito Macunaíma o nosso herói (A)marvel.

Torquato é guaraná e guarani. O abre-alas da van guarda tropicalista. Não basta ser antropofágico, é preciso ser atroPOPfágico.Estar antenado como os caranguejos futuristas, com um pé na lama e com um satélite na cabeça. Torquato usa e abusa da cultura dos U.S.A. A América é rica até no nome. O nosso Amoramérica é real e fanástico, é de um realismo fantástico que você pode imaginar. Nós temos o nosso quarteto, Didi, Dedé, Zacarias e Mussum. Viva o mp3 e o mpb4 ! somos loco por ti América. Às vezes um blues pode se tornar o terror da vermelha.

O poeta não deve ser somente pop ele também precisa ser arte. Desfolhar a bandeira, o Manoel, as flores do mal do Charles, o Boudailaire. O mito de sífio e o mito do Silvio, o Santos. Mirando sempre outros continentes. Gritar com o coro dos descontentes.

No meio do caminho tinha uma casca de banana, tinha uma casca de banana no meio do caminho.

Torquato olha com lentes de aumento. Tormento. É o novo continente. Cinema novo mundo. É um texto. Um simples gesto. Um filme. Uma canção.

Paulo, então Torquato era isso? – era isso e aquilo. Um pouco de tudo e muito do nada.

Torquato começa a ganhar formas concretistas :

no

Quarto

No

Teto

No ato

No alto

O feto

O fato.

Normas . Regras de todos os tipos. Não! O poeta é aquele operário do real e do imaginário. Que come pão de açúcar com geléia de strawberry fields. Anoitece tomate e amanhece mamão.  Não é só de fantasias que se faz o carnaval. Não é só de poemas que se faz o poeta! Ele precisa estar com a mão entre o cuscuz e a espada! Uma banana para todos os que preferem o conforto das poltronas na academia brasileira de mentiras a  ao chão nosso de cada dia!

E foi assim, assando a cuca (cuidado que a cuca ainda te pega) Torquato vive em cada um de nós. Não importa a maneira como ele se manifesta. Ainda que ele não reconheça a paternidade,Torquato Neto, nós somos os filhos do tropicalismo, Netos do modernismo,  os frutos na àrvore genealógica da poesia brasileira.

Na nossa terra tem palmeiras, onde cantam todos os pássaros sábios.

Uma leitura performática apresentada no último Turbilhão Poético em homenagem ao grande pai de toda essa “tropicáliada” moderna, na semana da poesia, do chapeleiro maluco Breno Coelho.

Com direito a bananas, Sinatra, geléias e parangolé!

Torquato vive!

Publicado em Aconteceu no Turbilhão, literatura, teatro e performances | Deixe um comentário

365 poemas a um real

Atualmente, na condição em que o nosso planeta se encontra de período tecnológico pós anos 00, não é muito difícil de se ver blogs brotando e sumindo a cada milésimo de segundo na telinha plana de HD do computador da sua humilde casa. Sim, convenhamos que hoje  até o mais humilde dos humildes já possui um computador em casa. O que nos leva a acreditar que um blog está para as redes virtuais assim como o podrão está para as ruas do Rio de janeiro. Em cada esquina você encontrará um. Mas com tantas e tantas variedades fica realmente muito difícil de você encontrar algo que realmente valha a pena ou que contenha algum conteúdo apreciatívo. E foi assim, seguindo esta lógica (suponho) que no meio desse multirão de blogs, twitter e facebook’s adoidados surgiu um projeto idealizado por nada a mais, nada a menos que Maria Bethânia para a criação de um blog poético. Tá, blog’s poéticos também não são raridades na internet, mas se tratando de Bethânia o negócio ganha outras proporções e dimensões. A cada dia será postado um vídeo-poema. Ou seja: 365 vídeos-poema ao ano apresentado e representado por ela! Com o apoio do MinC, ela conseguiu um orçamento de R$ 1, 3 milhões para a criação desse blog(!)

E em meio a tantas críticas, bafafás e acusações sobre este “pequeno” orçamento, sem querer entrar no mérito de ser correto ou não, Fred Leal entra com uma idéia ainda mais genial. 365 poemas a um real. Um projeto que dispensa apresentações para que vocês entendam o seu objetivo.

No fundo, acho que todos nós sairemos ganhando com tudo isso, mas o movimento ApunCultura apoia qualquer tipo de manifestação poética de baixo orçamento (que é muito mais a nossa cara!). O que não quer dizer que o valor poético seja menos favorecido de um em comparação ao outro. A poesia não tem preço!

Então, aqui vai o nosso salve!

Publicado em Fique de olho, literatura, Notícias | Deixe um comentário